CARACTERÍSTICAS DA PESCA ARTESANAL E RELAÇÕES MORFOMÉTRICAS DA LAGOSTA NA COSTA DE PERNAMBUCO, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.18817/repesca.v17i1.404Palavras-chave:
Armadilha, altura do cefalotórax, sobrepesca, pescaResumo
O presente estudo foi resultado do acompanhamento de 06 embarques na frota artesanal lagosteira do Estado de Pernambuco. Na qual, a grande maioria realiza a pescaria denomida “ida e vinda”, saindo ao amanhecer e retornando geralmente ao fim da tarde. Os covos utilizados no Estado são tradicionalmente confeccionados de madeira de mangue e revestidos com tela plástica. Das 115 lagostas capturadas neste estudo, 98 indivíduos eram Panulirus argus (vermelha) e 17 eram Panulirus laevicauda (cabo verde), representando uma frequência relativa de 82,65% e 17,35%, respectivamente. A proporção sexual para cabo verde apresentou maior número de fêmeas, 58 %. Já para a espécie vermelha, o número de indivíduos machos foi superior, 54%. Das lagostas cabo verdes pescadas, 94,1% foi inferior ao tamanho permitido, em quanto para a vermelha, 86,7% apresentavam tamanhos ilegais de captura. O cálculo de regressão linear apresentou os seguintes resultados: comprimento do abdome (CA) x altura do cefalotórax (AC), comprimento do abdome (CA) x comprimento do cefalotórax (CC) e Comprimento do cefalotórax (CC) x altura do cefalotórax (AC), apresentando um R² = 0,93 para CA x AC, R² = 0,89 para CA x CC e R² = 0,89 para a relação CC x AC. As equações das retas para as relações: CA x AC, CA x CC e CC x AC, são respectivamente: (Y = 2,233 . X + 1,122), (Y = 0,539 . X + 0,013) e (Y = 0,713 . X + 0,204).Referências
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